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nº 1726 – Homilia do 6º Domingo Comum (11.02.2018)

“Se queres podes curar-me” 

Sede de purificação

            Jesus vence todos os males. É por isso que as pessoas se jogavam sobre Ele para obterem a cura (Mc 3,10). Marcos, em seu evangelho, mostra essa dimensão de purificação total que Jesus veio fazer. Essa purificação é o sinal do perdão dos pecados que eram comparados à lepra. A liturgia da Palavra desse domingo reflete a ação redentora de todo homem e do homem todo. Temos o milagre da cura do leproso que dá um exemplo muito rico da oração de súplica: “Um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: ‘Se queres, tens o poder de curar-me’. Jesus, cheio de compaixão, tocou nele e disse: ‘Eu quero, fica curado’. No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado” (Mc 1,40-42). Vemos a humildade, o reconhecimento do poder de Jesus e a compaixão de Jesus que cura. Ele, movido pela compaixão socorre os que a Ele se dirigem. O salmo, refletindo sobre a primeira leitura que nos fala da lei sobre a lepra no livro do Levítico (13-14), refere-se ao pecado que faz mal ao homem. Com o reconhecimento e confissão da culpa torna-se perdoado, isto é, purificado. A lepra isolava o doente da comunidade, afastava-o do culto. Era imundo, quase dizendo, estava no pecado, no poder do demônio. Quem tocava um leproso também ficava impuro. Por isso Jesus não podia entrar na cidade, pois tocara o leproso, Compreendemos que no Senhor Jesus temos a remissão e o perdão da lepra do pecado. Por isso, o salmo convida a alegrar-se: “Regozijai-vos, ó justo, e no Senhor exultai de alegria!” (Sl 31). E a alegria do leproso que anuncia a cura que recebera de Jesus.

Comprometer-se

            Marcos, quando fala da escolha dos discípulos, diz que Jesus os chamou para estarem com Ele e depois para saírem para anunciar (Mc 3,13-14). Seguir Jesus é um caminho de comunidade, de comprometimento mútuo. Comprometer-se era uma das práticas de Jesus. Ele “sujava” a mão pelos outros, comprometia-se com as pessoas. Vemos os diversos casos, como do leproso do evangelho de hoje, da pecadora que O toca, das crianças que O cercam e abraçam, do povo que quer tocá-Lo. Não vemos Nele um desagrado por estar cercado de gente. Dois aspectos se podem ver no comprometimento de Jesus para conosco: comprometimento com Deus, pois faz sua vontade, e comprometimento com as pessoas, pois ensina a amar como Ele amou. Analisando nossa fé e ação apostólica, podemos ver o quanto nos falta de compromisso com o povo, sobretudo o mais necessitado. O discurso é bonito, mas a realidade está distante. Nós, da “classe” religiosa e clerical vivemos para nós e para as estruturas sem um lastro popular. Depois perguntamos por que nossa fé não atrai.

Tudo para a glória de Deus

            Paulo, na primeira carta aos Coríntios dá-nos inclusive o conselho de imitá-lo. Primeiro: viver para a glória de Deus: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer coisa fazei tudo para a glória de Deus” (1Cor 10,31). Em segundo lugar: “Procuro agradar a todos, em tudo, não procurando o que é vantajoso para mim, mas o que é vantajoso para todos, para que sejam salvos” (id 32). Com isso se diz imitador de Jesus Cristo (Id 11,1). Quando colocamos Jesus e sua missão em primeiro lugar, superamos esses problemas tão humanos que carregamos em nós e na comunidade. É inacreditável que, por mais formados ou mais “santificados” tenhamos sido, não descobrimos essa dimensão necessária para a salvação. Por isso nos batemos pelo desnecessário.

Leituras: Levítico 13,1-2.44-46;Salmo 31;1 Coríntios 10,31-11,1; Marcos ,1.40-45.

Ficha nº 1726 – Homilia do 6º Domingo Comum (11.02.2018) 

  1. O leproso busca Jesus porque encontra Nele a possibilidade de purificação.
  2. Seguir o caminho de Jesus é comprometer-se com os “impuros”.
  3. Paulo ensina a viver para a glória de Deus agradando a todos em tudo.

                        Sujando-se para limpar

Há muitos tratamentos de beleza em que se usam  banhos de lama. É preciso aceitar a lama se quer ficar limpo e bonito. A força de saúde da lama é uma coisa boa.

Refletimos na liturgia de hoje a partir do tema da lepra. Ainda é uma doença que desafia os países para seu controle. Na Bíblia, no livro do Levítico, há muitas orientações severas sobre os leprosos que eram excluídos da comunidade.

O pecado foi comparado à lepra e à sujeira. É pior. No templo havia um serviço de identificação dos leprosos. Quem era declarado leproso era mandado para fora da sociedade e excluído do culto, como se fosse um pecador. Quem tocasse um leproso ficava também excluído. Por isso Jesus, depois de tocar o leproso, ficava fora da cidade. Ele assumiu a condição do leproso. É símbolo de ter assumido também as lepras de nossos pecados.

Para vencer todos esses males é preciso seguir Paulo que diz: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Cor 10,31).

 

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